Como crescer sua empresa: Pensando como uma empresa do Vale do Silício

Quer saber como fazer uma empresa crescer? Este artigo é pra você!

Bem vindo, nós aqui discutimos, entre outros tantos assuntos de marketing digital e growth marketing, esse negócio de crescimento das empresas também. É ótimo tê-lo por aqui, nós queremos saber quais são as melhores práticas e o que podemos aprender com o Vale do Silício.

Houvesse uma resposta clara e fácil de aplicar todas as empresas seriam grandes.

Mas, honestamente, que bom que não é assim.

A competição é um dos marcos mais positivos do mundo capitalista, e o resultado da competição é um mundo um pouco melhor para nós, consumidores.

Vamos explorar um pouco os segredos do Vale do Silício e também tentar entender como podemos aplicar esses segredos no Marketing das empresas.

O que as startups do Vale do Silício têm que as demais empresas não têm?

Existem algumas coisas que o Vale do Silício tem que outros lugares realmente não têm.

como fazer uma empresa crescer

Por exemplo as grandes universidades do entorno. Diversas empresas surgiram a partir de conversas e pequenos testes em laboratório conduzidos por alunos.

Alguns deles nem chegaram a terminar o curso, tornaram-se logo empreendedores e nunca mais voltaram para os bancos da academia. Talvez por isso haja um ar acadêmico no Vale do Silício.

As empresas mais parecem campus universitários, não há dress code e os snacks grátis estão por toda parte. É o ambiente perfeito para a criatividade!

Outra coisa que o Vale do Silício tem e outros lugares não têm é a complacência com o fracasso.

Estranho? No Vale do Silício não é.

O fracasso tem outro sentido por lá; ele não é percebido como algo ruim, mas como aquisição de experiência e conhecimento.

É um desafio conviver com o risco dessa forma, especialmente em se tratando do relacionamento com investidores.

Ao que parece os investidores já entenderam que o dinheiro colocado no Vale do Silício é uma jogada de altíssimo risco, mas que pode render dividendos astronômicos! Será fácil encontrar investidores assim ao redor do mundo? Sabemos que não.

Uma terceira característica do Vale do Silício é a história que ele carrega.

Bill Hewlett e David Packard fundaram a HP em 1939 numa garagem na Addison Avenue em Palo Alto. A história do Vale começou lá atrás, contando com pesado investimento das Forças Armadas na produção de semicondutores durante e após a Segunda Guerra Mundial.

Em último lugar vamos destacar a presença marcante de estrangeiros.

Há pessoas de todas as partes do mundo, as melhores ideias estão se congregando lá devido a esse ambiente perfeito. Até brasileiros brilhantes conseguiram um lugar para suas ideias no Vale do Silício.

Eles conseguiram investimento para colocar em prática suas ideias, o que não há em abundância no Brasil.

E assim vamos perdendo parte do potencial para os EUA.

É bem verdade que alguns fundos de investimento tem surgido com essas características por aqui, vamos torcer!

E por que não replicar o Vale do Silício pelo mundo?

Chris Anderson, que escreveu entre outros livros o revolucionário “Cauda Longa”, acredita que não é possível replicar o Vale do Silício.

Segundo ele o que faz do Vale do Silício o que ele é, é a proximidade com grandes universidades, empreendedores e investidores de risco, grande número de imigrantes, a proximidade com o pacifico e ainda outras particularidades.

Chris acha que não é necessário replicar o Vale do Silício, mas fomentar o modo de fazer do Vale do Silício em lugares com características que atendam às necessidades de onde estão.

Por exemplo, é necessário valorizar o impacto positivo que terá, em breve, o apelidado de “Vale do Silício Agritech do Brasil”, que fica no Estado de São Paulo.

Trocando o perfeito pelo que funciona

As empresas do Vale do Silício não esperam o desenvolvimento do produto perfeito nem do software perfeito, eles colocam o produto ou serviço no mercado e vão adaptando com base nos dados fornecidos pelos usuários.

Parece pouca coisa, mas não é!

O custo com desenvolvimento é baixíssimo, e a startup conta com o melhor consultor que existe, que é o usuário do sistema/serviço/produto.

Isso é o que se chama “cultura de testes”, tão importante para as startups.

O Vale do Silício está cheio dos chamados “buscadores de necessidades”, tanto aquelas necessidades expressas quanto aquelas que as pessoas ainda não sabem que possuem.

E quando uma necessidade dessas é encontrada, o que fazer?

Velocidade e agilidade

Perder tempo está fora de questão no Vale do Silício, identificada a oportunidade é hora de correr atrás de investimento (que em geral não é tão alto) e desenvolver um produto/serviço o mais rápido possível.

O MVP (Minimum Valuable Product) é um produto que atende, ainda que minimamente, seu propósito.

Ele é logo colocado no mercado e o acompanhamento dos dados começa.

Dados, dados: um crescimento guiado por dados

O aperfeiçoamento do produto/serviço começa tão logo o feedback é dado pelos usuários.

Os dados são os motores do aperfeiçoamento das ideias que surgem no Vale do Silício. O produto ou serviço vai sendo adaptado, melhorado tendo como base as métricas observadas.

Isso muda o jogo completamente.

Antes dessa cultura o desenvolvimento de novos produtos e serviços era algo custoso e muito mais arriscado. Além disso o fracasso era tido como negativo.

A mudança aconteceu quando as empresas (startups) começaram a olhar diretamente para os usuários, para sua interação com os aplicativos, produtos e serviços criados.

O Vale do Silício tem essa característica de identificação com o cliente.

Lean marketing

O conceito de Lean Marketing surgiu a partir das ideias divulgadas por Eric Ries em seu livro Lean Startup.

Peer-to-peer learning, é uma cultura de aprendizado mútuo que se desenvolveu e tornou-se natural nas empresas do Vale do Silício.

A dinâmica de trabalho da equipe favorece a troca constante de informações sobre o que cada um está fazendo. Esse compartilhamento visa a que todos estejam a par dos sucessos e das dificuldades de cada integrante do time.

Uma das formas de proporcionar isso é por meio das Stand-up Meetings, que faz parte da metodologia Scrum. As Stand-up Meetings são reuniões de no máximo 15 minutos com todos os integrantes de uma equipe.

Nessa “reunião-relâmpago” são discutidos:

  • O que foi feito no dia anterior;
  • O que será feito dentro das próximas 24h;
  • E são investigadas que coisas estão impedindo a equipe de avançar.

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Meça e Aprenda fazendo Lean Marketing

Para começar esse pequeno tópico, uma citação pra lá de perfeita:

“Planos não são nada; planejamento é tudo.”
Dwight D. Eisenhower, ex-presidente dos EUA.

Se o objetivo é aprender com os mestres do Vale do Silício, talvez essa seja a mãe de todas as dicas: Planejamento em 1º lugar sempre!

Mas, quem planeja faz planos, certo? Então de onde vem essa ideia de que planos não são nada?

Nem abraçar completa e cegamente o plano traçado e nem abandonar totalmente o plano. A proposta é o equilíbrio! Planos são um norte para ser adaptado a todo momento, tendo sempre os dados – coletados continuamente – como sustentação para as mudanças.

Voltamos aqui à ideia de MVP, colocando agora ênfase na proposta de colocar em prática as estratégias de inbound marketing, como o marketing de conteúdo e geração de leads medindo os resultados constantemente e aprimorando a estratégia o tempo todo.

“Fazer, medir e aprender” precisa tornar-se um ciclo virtuoso.

Vamos detalhar melhor abaixo:

  1. Fazer, ou construir,  é o início do ciclo. O fazer é o resultado de um plano, que não será perfeito, pode acreditar nisso. E nem precisa ser, na verdade, a ideia é que o plano tenha algum fundamento e seja imediatamente colocado em prática. Se é uma campanha de marketing, bora colocá-la no ar!
  2. Medir é o segundo dente dessa engrenagem. Sem acompanhamento dos dados o ciclo é inútil. Acompanhar as métricas é de fundamental importância, já que são elas é que vão “falar a verdade” sobre o plano. Interpretação das métricas é um segundo ponto importante dessa parte, de nada vale anotar números e não entender o que eles significam.
  3. Aprender vem por último, como resultado do processo de colocar o plano para funcionar e verificar como ele está rodando. É aqui que o último passo começa a conversar com o primeiro, e um novo plano pode surgir à partir da experiência.

Como fazer uma empresa crescer pensando no longo prazo?

A ideia por trás da citação do ex-presidente Eisenhower é a de que o sucesso é o resultado do planejamento constante. As variáveis ambientais, as tendências do marketing e as novas tecnologia não permitem que os departamentos de marketing contem com um plano estático.

Com as mudanças constantes no cenário, planejamento contínuo é a chave para o Lean Marketing. Conforme o tempo passa e experiências vão sendo acumuladas sempre haverá espaço para melhorar um plano.

A sobrevivência de qualquer empresa no longo prazo depende dessa cultura de planejamento constante, pois não há nada que dure para sempre nos negócios.

É preciso acompanhar as mudanças e pensar em novos planos para depois ultrapassá-los com novas e melhores ideias.

Os melhores exemplos de crescimento empresarial estão, atualmente, no Vale do Silício.

É praticamente inacreditável que empresas tenham se transformado em gigantes em um espaço tão pequeno de tempo.

A verdade é que as Startups descobriram uma nova maneira de existir, uma nova maneira de se desenvolver e de se relacionar com as pessoas.

Até mesmo gigantes como Samsung abriram seus espaços dentro do Vale do Silício, mostrando que crescer envolve se adaptar a um novo ambiente.

Tanto as gigantes antigas quanto as startups novas mostram claramente como planos são um norte momentâneo, como se fossem uma bússola que precisasse ser regulada o tempo todo.

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Sobre o Autor

Mariana Bueno
Mariana Bueno

Curiosa por natureza. Sedenta por constante inovação e evolução de negócios. Delicadamente desastrada, baixinha com espaço enorme para bons conteúdos e as boas cervejas da vida.

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