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[dropcap]N[/dropcap]este momento todos já devem estar sabendo: a estátua em forma de Dinossauro que ficava na calçada do Shopping das Churrasqueiras foi vendida em um acordo. Até aí tudo bem.
Os proprietários da loja só não observaram que a figura do dinossauro já havia se tornado símbolo e ponto turístico da cidade, e que os cidadãos com certeza iriam sentir falta.
Dito e feito. Alguns minutos depois já publicaram nas redes sociais uma foto da estátua sendo levada por uma espécie de guincho. Pronto, era a faísca que faltava para incendiar uma cadeia de comoção coletiva em toda a Ribeirão Preto.
Saiu em todos os jornais locais, na UOL e alguns blogs até aproveitaram a onda para criar memes e conteúdos sobre o tema.
Já comentamos diversas vezes, mas a situação torna conveniente a repetição.
As redes sociais tem o poder de proliferar a sua marca para milhares de pessoas, de tal forma que a televisão e demais mídias tradicionais jamais conseguiriam.
Afinal de contas, se formos pegar dados do Facebook já dá pra perceber que a rede social, sozinha, concentra o maior número de usuários no mundo: já somos 1.7 bilhões!
Em era pós-internet o consumidor está empoderado.
É ele quem decide o quê, quando e quanto consumir – não importa quantas ligações, panfletos ou anúncios falando bem da sua empresa existam.
Pesquisas online e indicações de amigos – geralmente feitas pelas redes sociais – levam mais ao consumo do que a propaganda em si. Na verdade, essa talvez seja a melhor forma da propaganda!
É por isso que as marcas não devem correr atrás da concorrência e nem da tecnologia. Elas devem correr atrás do consumidor.
Dizer que o mercado de Ribeirão Preto é parado seria equivocado, e no caso da triste perda do dinossauro, algumas marcas souberam fazer bem e produzir conteúdo relevante para seu público utilizando da situação:
Além das marcas, os próprios usuários se mobilizaram numa campanha para trazer o “ponto turístico” de volta.
Foram criados eventos, camisetas, crowdfunding e até o Prefeito se manifestou:
R.I.P Dino
Sentiremos saudade??Publicado por Paulo Salla Jr. em Quarta, 23 de novembro de 2016
Se essa situação pode nos ensinar algo, com certeza é que não podemos ignorar o potencial que o marketing digital possui. A internet não é coisa do futuro. A internet é coisa do agora. Todos estão nela.
Uma famosa frase que exemplifica muito bem isso, é a seguinte, dita por Chris Anderson em seu livro “A Cauda Longa”:
“A marca de uma empresa não é o que a empresa diz que é. Mas o que o Google diz que é.”
Hoje o consumidor está mais poderoso do que nunca, e se as empresas não pararem de vender seu produto para venderem uma essência, certamente irão perder mercado para quem se atentar a isso.
Conteúdos produzidos pela equipe da Alaska Marketing Digital, agência de marketing especializada em estratégia, performance, comportamento do consumidor, SEO, criatividade e crescimento sustentável. Aqui reunimos análises, guias e reflexões para marcas que querem tratar marketing como disciplina séria: com método, dados, repertório e visão de negócio.
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